domingo, 18 de setembro de 2011

DESAFIO DE APRENDIZAGEM

O processo de Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais. Dentro desse contexto a educação não ficaria fora desse processo.
Nesta perspectiva a Educação a Distância vem exercendo uma fundamental importância na integração, inserção e reinseção de indivíduos que por diferentes e individuais motivos, assim como, baixo custo financeiro, flexibilidade de tempo, facilidade de acesso a informação, falsa impressão de que é o ensino EaD é mais fácil do que a educação presencial, dentre outros, optam em realizar cursos, graduação e pós-graduação a distância. Os objetivos também são diversos como, qualificação profissional, busca do conhecimento, inserção no mercado de trabalho, reinserção social, status, etc.
Durante o estudo da disciplina, A Educação a Distância no Brasil e no Mundo, do curso de Metodologia e Gestão para a Educação a Distância, da pós- graduação da Universidade Anhanguera – Uniderp, através das aulas ministradas pelo professor Dr. João Mattar, pude apreender alguns conceitos que não tinha conhecimento, ou conhecia muito superficialmente, dentre eles, o que vem a ser Educação a Distância, a história da Educação a Distância no Brasil, as principais ferramentas e o papel de cada agente nesse processo de ensino.
Ao receber o Desafio para fixar o meu aprendizado, o qual teria que acompanhar alguns blogs e após criar o meu próprio blog, confesso que tive algumas dificuldades, como o uso das ferramentas da internet e fator tempo. Mas, no decorrer dos acompanhamentos de alguns blogs, pude relacionar a teoria estudada com temas abordados nos blogs, e obtive informações a respeito do ensino a distância, suas formas, modalidades, como está sendo visto pelos estudantes e pelo o mercado de trabalho.
Percebi que o ensino EaD é mais que uma proposta é uma realidade do mundo globalizado e uma tendência mundial. Contudo, as informações obtidas possibiliraram - me a quebra de alguns pré-conceitos dessa nova modalidade de ensino.
Hoje, avalio que entrar em um curso a distância é facíl, o desafio é permanecer, pois, o ensino a distância exige responsabilidade, compromisso e disciplina, uma vez que, o aluno deixa de ser o coadjuvante do ensino e passa a ser o protagonista de sua formação.

Renata Carolina S. Silva.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

São 761 mil estudantes, contra 397 mil há dois anos

Imagine uma universidade sem salas de aula, horário de entrada nem conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E você estuda onde e a hora em que quiser. Interessado? É a graduação a distância, modalidade que cresce em ritmo vertiginoso no país e oferece cerca de 1,5 milhão de vagas em 145 instituições, cerca de 70 das quais públicas.

Apenas entre 2007 e 2008, o número de alunos quase dobrou; saiu de 397 mil para 761 mil - a participação dessa modalidade no ensino superior saltou de 4,2% para 7,5%.

Se entrar é fácil, desistir também: a evasão chega a 70% em alguns casos. Segundo coordenadores de cursos, só vai bem nesse tipo de curso quem é organizado, disciplinado e tem concentração para conseguir estudar em casa ou no trabalho.

Essa é uma das razões para os cursos de graduação a distância atraírem um público mais velho do que o do vestibular de cursos convencionais. Cerca de 68% dos alunos têm a partir de 25 anos, aponta censo de 2008 da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

É o caso de Renato Ignácio, 47, de Ribeirão Preto (SP), que voltou a estudar após largar duas faculdades e não queria trocar a convivência familiar pela sala de aula. Ou de Irene Lício, 57, que diz aprender melhor com o estudo individual. Ignácio estuda sistemas de informação na UFSCar (federal de São Carlos); Irene, administração na Anhembi Morumbi.

Os dois dizem se empenhar porque estudar pouco, na educação a distância, é fracasso certo. “Quem pensa que o curso é de final de semana se dá mal. Nosso aluno tem de estudar ao menos 24 horas semanais”, diz Daniel Mill, coordenador de educação a distância da UFSCar - que, no último vestibular, ofereceu 650 vagas em cinco cursos. As inscrições neste ano começam em dezembro.

Para Ignácio e Irene, o ritmo puxado torna o aprendizado do aluno mais consistente. “Você aprende a raciocinar. O conhecimento se solidifica”, diz ele, que estuda de madrugada. “No presencial, divaga-se mais.”

Em 2007, o Enade (exame do Ministério da Educação que avalia universitários) revelou que alunos de cursos a distância se saíram melhor do que os de presenciais em 7 de 13 áreas em que houve a comparação.

Mas não é sempre que educação a distância significa qualidade: em 2008, o MEC mandou desativar 1.337 polos de educação a distância no país - há mais de 5.000. Nesta semana, o ministério abriu processo para descredenciar a Unitins (Fundação Universidade Estadual Tocantins), que recorrerá.

No ensino a distância, as aulas são em vídeo ou com material didático disponibilizado na internet. Dúvidas são tiradas on-line com o professor ou nos polos - espécie de filiais da instituição, onde ocorrem as provas.

(Ricardo Gallo)

Preconceito existe, mas mercado aceita melhor hoje aluno de curso a distância

Na hora de optar por um curso a distância, uma dúvida pode passar pela cabeça dos alunos: será que vou estar em desvantagem no mercado de trabalho?

Segundo uma pesquisa feita pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), a resposta é não, mas só entre empresas que já têm uma cultura de educação a distância entre os seus funcionários.

No CensoEAD.br/Abed, ainda inédito, de 32 grandes empresas, como Vale e Petrobras, 24 (75%) responderam que não faz diferença, durante um processo seletivo, que o profissional seja formado por um curso presencial ou a distância.

Para o presidente da Abed, Fredric Michael Litto, apesar de ainda haver preconceito, o cenário tem melhorado principalmente porque a qualidade dos cursos evoluiu.

Na Natura, por exemplo, o ensino a distância é bastante utilizado na capacitação de seus funcionários. Segundo a gerente de educação corporativa, Denise Asnis, não interessa se o curso é presencial ou a distância, desde que seja reconhecido pelo MEC.

Para Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Educação Executiva, “o que importa é se a pessoa sabe ou não fazer algo, e não como ela aprendeu”. Mas ele recomenda ter cuidado na hora da escolha. Segundo Cavalheiro, o que faz a diferença é a credibilidade da faculdade.

A professora Simone do Nascimento da Costa, 29, se preocupou em escolher uma instituição que foi recomendada por outros alunos e fez um curso de gerenciamento de recursos humanos na Metodista. Acabou empregada pela própria universidade.

“No começo, eu tinha um certo receio em relação ao mercado de trabalho. A turma inteira tinha. Mas ninguém deixou de conseguir um emprego porque fez curso a distância. Agora, se eu tiver que fazer outra graduação, prefiro que seja a distância”, diz.

(Anna Carolina Cardoso)

(Folha de SP, 11/8)

JC e-mail 3824, de 11 de Agosto de 2009.
3. Educação a distância: número de alunos matriculados dobrou entre 2007 e 2008

Deputada quer debater Educação a Distância

Deputada quer debater Educação a Distância
A deputada federal Professora Dorinha (DEM/TO) apresentou requerimento à Comissão de Educação (CEC) que solicita a realização de audiência pública para debater os desafios da educação à distância no Brasil. O documento, protocolado nesta quarta-feira, 06, tem como objetivos debater questões relacionadas à regulamentação do Ensino a Distância – EAD no Brasil, a questão do preconceito e discriminação praticados pelo Conselho Federal de Serviço Social aos acadêmicos do curso em EAD, e a questão da regulação e controle de qualidade dos cursos na modalidade EAD.

Segundo Dorinha, milhares de estudantes em diversos pontos do país estão matriculados em cursos à distância e necessitam de um acompanhamento na qualidade do ensino ofertado. “A democratização que o ensino à distância proporcionou à educação é louvável. Porém, temos que primar pela excelência do ensino, para termos profissionais qualificados no mercado de trabalho. Vale ainda ressaltar que está sendo debatido o PRONATEC, que tem como objetivo expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio, e de cursos de formação inicial e continuada para trabalhadores.”, disse a parlamentar.

Serão convidados para a audiência pública Fernando Haddad,Ministro da Educação;
Sâmia Rodrigues Ramos, Presidente do Conselho Federal de Serviço Social; Marcos Formiga, Associação Brasileira de Ensino a Distância; Hélio Chaves Filho, Diretor de Regulação e Supervisão em EAD do Ministério da Educação; Ricardo Holz, Presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância.

PAR
Ainda nesta quarta-feira, 06, a deputada Professora Dorinha apresentou outro requerimento para realização de audiência pública, para tratar do PAR – Plano de Ações Articuladas da Educação. O PAR é um importante instrumento de gestão educacional. Ele é dividido em quatro dimensões: gestão educacional; formação de professores e de profissionais de apoio escolar; práticas pedagógicas; e infraestrutura física e recursos pedagógicos.

Cursos a distância ganham + adeptos

Falta de tempo, necessidade de um diploma de curso superior e mensalidades com valores baixos. Esses são os principais motivos pelos quais cada vez mais jovens buscam a educação à distância (EaD), modalidade de ensino que cresce em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com o último censo do ensino superior do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas subiu de 40,7 mil matrículas, em 2002, para 838,1 mil em 2009, um aumento de 2.059%.

Ainda segundo o censo do MEC, o número de cursos à distância oferecidos no país cresceu quase 20 vezes entre 2002 e 2009, saltando de 46 graduações abertas para 844 no mesmo intervalo – um crescimento de 1.834% em sete anos. E esses números devem aumentar. A previsão do MEC é que o Brasil tenha até o final do ano cerca de um milhão de estudantes universitários matriculados em cursos à distância. Segundo o órgão, atualmente o país contabiliza aproximadamente 870 mil estudantes nesta modalidade de ensino. O número total de alunos matriculados será divulgado no Censo da Educação Superior, previsto para ser apresentado ainda este ano.

Segundo Osiris Mannes Bastos, diretor acadêmico das Faculdades Fael, da Lapa, o crescimento da procura pelo ensino à distância aumentou devido à correria que o dia a dia impõe às pessoas. “Hoje em dia é difícil arrumar tempo para se dedicar aos estudos. Todos têm compromissos profissionais e familiares, enfrentam trânsito e isso contribui para o crescimento do ensino à distância. E essa procura deve aumentar nos próximos anos”, afirma Bastos.

Para Benhur Etelberto Gaio, diretor acadêmico das instituições de ensino superior do Grupo Uninter, de Curitiba, o modalidade de ensino é inclusiva e por isso cresce a cada dia que passa no Brasil. “Muitas pessoas estão distantes da sua formação profissional, seja em que nível for, por diversas dificuldades de acesso a uma instituição de ensino: longos deslocamentos, horário de trabalho, valor das mensalidades, entre outros”, diz Gaio.

Perfil

O estudante de EaD tem alguns diferenciais. Ao contrário do curso presencial, é ele quem vai conduzir o próprio estudo, e não o professor. O estudante precisa se organizar e dividir bem o tempo. Dados do censo 2009 da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED) apontam que 53,4% dos alunos de EaD são mulheres e a faixa etária mais presente é a que vai de 30 a 34 anos. “Também é uma modalidade de aprendizagem adequada às pessoas mais experientes e com necessidades de formação para aperfeiçoamento na vida profissional”, ressalta Gaio.

Flexibilidade nos horários atrai alunos


A possibilidade de poder planejar os horários de estudo, podendo conciliar com compromissos profissionais e familiares ao longo do curso, tem sido o fator principal para que os estudantes procurem o ensino à distância. É o caso do gerente comercial, Nilton Neves, que conclui a pós-graduação em educação na Fael. Ele afirma que a flexibilidade da carga horária do curso pesou no momento da escolha. “Você tem a facilidade de estudar na hora que bem entender e isso é excelente já que você planeja seu tempo de acordo com suas necessidades”, conta.

O bancário Samuel Tavares, de Varginha, Minas Gerais, segue a mesma linha. Ele se formou Processos Gerenciais pela Facinter e por questão de tempo, optou por um curso à distância. “Consegui um diploma em dois anos, fazendo as aulas quando eu podia, sem nenhuma obrigação de horário. Então, essa questão de tempo influenciou muito na minha escolha”, diz.

Outro fato abordado pelos dois profissionais é a questão do preço das mensalidades. Ambos pagaram cerca de R$ 200 por mês durante os dois anos de curso. “Se você pesquisar, uma mensalidade de qualquer faculdade ou pós-graduação não custa menos do que 500 reais. Já no EaD não paguei nem a metade disso e ainda planejava meus horários de estudo”, afirma Neves.

Aulas pela internet

O MEC determina que as instituições de ensino à distância ofereçam polos de apoio educacionais para os cursos de formação superior. Já para os cursos de extensão e pós-graduação, as aulas podem ser todas feitas à distância. Os meios para se assistir as aulas são os mais variados: material impresso distribuído pelo correio, transmissão de rádio ou TV, fitas de áudio ou de vídeo, redes de computadores, sistemas de teleconferência ou videoconferência e até telefone.

Mercado de trabalho aberto

Ao contrário do que muitos pensam, os profissionais formados através da educação à distância têm boa receptividade do mercado de trabalho. Segundo Osiris Mannes Bastos, das Faculdades Fael, não existe mais uma resistência dos empregadores em dar oportunidade às pessoas oriundas do EaD. “O mercado procura por profissionais realmente qualificados, independente da formação. Além disso, atualmente muito dos empregadores são formados ou já fizeram algum tipo de curso à distância”, relata.

Benhur Etelberto Gaio, do Grupo Uninter, também afirma que o mercado absorve os profissionais oriundos do EaD e os reconhece como plenamente habilitados, mas acredita ainda haver um pouco de resistência. “Temos setores retrógrados na nossa sociedade e, infelizmente, as resistências estão focadas justamente em alguns conselhos de classe que deveriam ser exatamente os primeiros a apoiar a ensino à distância como oportunidade para pessoas que nunca conseguiriam atingir o ensino superior se dependesse de cursos na modalidade presencial”, diz.

Para o gerente comercial Nilton Neves, que fez pós-graduação em educação na Fael, o processo de inclusão no mercado de trabalho ocorreu de maneira tranquila. “Comigo não aconteceu nenhum problema e passei na minha primeira entrevista. Acredito que não há mais aquela resistência aos diplomas de EaD. Muito pelo contrário, o mercado está cada vez mais acostumado com esses profissionais”, afirma.

REINSERÇÃO SOCIAL AGORA EM FORMATO EAD

Reinserção Social agora em formato EAD
"Tribunal de Justiça promove curso de informática para presidiários


Um projeto-piloto está sendo elaborado pelo Centro de Ensino a Distância (CEAD) do TJRS, a Corregedoria-Geral da Justiça e o setor de informática do Tribunal de Justiça, como forma inserção social de apenados.
Será oferecido a oito detentos do Presídio Central curso de microinformática sobre BROffice. O Judiciário gaúcho vai disponibilizar quatro notebooks e será utilizada a plataforma virtual do Ensino a Distância do TJ para o ambiente de aprendizagem. O curso será desenvolvido por servidor do Tribunal.
Segundo o Juiz-Corregedor Marcelo Mairon Rodrigues, que está à frente do projeto, a ideia é utilizar a estrutura do EAD e a sala de videoconferência localizada no Presídio Central para ministrar os cursos.
O magistrado também explica que a Corregedoria, ao fomentar o Projeto Trabalho para a Vida e, mais recentemente, ao se engajar no Programa Começar de Novo do CNJ, tem presente a importância de se assegurar uma capacitação ao preso para que, seja durante o cumprimento da pena ou depois que deixar o sistema prisional, possa disputar com qualificação uma vaga no mercado de trabalho.
A expectativa é de que os cursos se iniciem no mês de setembro.

EXPEDIENTE
Texto: Rafaela Souza
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br
Publicação em 29/08/2011 08:30"